“Nunca discuta com pessoas burras, elas vão te arrastar ao nível delas e ganhar de você por ter mais experiência em ser ignorante.
“Confesso que desde o principio eu sabia que você era a pessoa errada para mim. Não tinha nenhum dos meus requesitos para ser o meu “próximo amor”. Alias você era totalmente o contrario… E se era ainda. Irritava-me sempre que possível, brigávamos a cada cinco minutos. Dos sete dias da semana, quatro deles estávamos em guerra e apenas três estávamos em tal harmonia. Antes, eu poderia dizer que esse era o nosso jeitinho de amar, mas hoje eu prefiro apenas dizer que não nascemos um para o outro. E quer saber? Não pense que foi fácil ter que admitir isso, ter percebido isso. Porque doeu, e não doeu pouco, ter que notar que o amor, que você achava que era da sua vida, na verdade não é para você. Mas não só confesso, como admito que sabia o risco que estava correndo. Das noites que eu poderia chorar, das angustias que iriam ter e dos sofrimentos que iria causar. Estava ciente de tudo que viria, mas mesmo assim eu me arrisquei. Fui em frente, amei verdadeiramente cada segundo que esse amor existiu. Perdoei os milhares de erros que teve no meio do caminho, segurei firme para não desistir. E isso porque eu acreditei em nós, achei que poderíamos dar certo. Mas nada adiantou, e nada adiantaria não é? Porque pensando com a razão e deixando a emoção de lado, sabemos que não adianta insistir em algo que você sabe desde o início que é errado.
“Imagina eu
por um instante seu…
E agora nós,
por uma vida a sós…
Imaginou como eu?
Fantasiou nós?
Sorriu sozinha,
escutou minha voz?
“Não sabia que cabia tanta falsidade dentro das pessoas.
“Se eu te disser que minha alma quer fugir de mim pelo desprazer que me é dado pela ausência que possuo, você viria? Ter um amor que me complete, que me preencha, que me alivie, que me mate. Ter um amor que me envolva, me absorva, me esgane, me tire o fôlego, me espanque, me aconchegue, me console. Ter um amor que me roube as palavras, coma o alfabeto, desvie minha atenção do mundo, me pegue e ponha para dormir dez anos e acordar mais feliz do que nunca. Eu não peço demais. Só peço um entrelaçar de mãos, um emudecer em meio ao frio, um telefonema à noitinha só pra ouvir um “você está bem?”; só gostaria de nestas horas de solidão ter com quem compartilhar a amargura da loucura que se estende sobre mim e ter com quem gritar, bater e correr de medo. É isso. No fim o que eu quero é um sono tranquilo, um amanhecer, entardecer e anoitecer com quem eu realmente ame e que esse alguém seja mútuo a isso.
Queria, também, pensar em como sou autossuficiente e independente dessa merda toda.
Igor Pires, sobre amores, clichês e sei lá o quê. (via
rockandsoda)